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| HOTELARIA E EMPREGO – HISTÓRIA E O NOVO DESAFIO DO DESTINO IGUASSU. |
| HOTELARIA E EMPREGO – HISTÓRIA E O NOVO DESAFIO DO DESTINO IGUASSU. |
| Autor rolim |
14/03/2004 |
Índice
» HOTELARIA E EMPREGO...
A evolução dos meios de hospedagem na região Oeste do Paraná, em particular em Foz do Iguaçu, passou por dois grandes ciclos, o primeiro ocorreu na década de 1970, com o início da construção da Hidroelétrica de ITAIPU, onde a cidade teve um incremento de população de 30.000 para 100.00 habitantes em menos de 8 anos.
O segundo ciclo, que teve seu ápice em 1995, foi o chamado “turismo de compras”, notadamente caracterizado pelo alto fluxo de pessoas que visitavam a cidade e região com vistas a dentro de um programa de turismo inicialmente, adquirir produtos dentro do mercado da cidade de Ciudad del Este – Paraguai,e revender em suas cidades de origem no Brasil.
Ambos os ciclos, incrementaram a implantação de um parque hoteleiro com um perfil colocado dentro da classificação três estrelas (pela antiga classificação EMBRATUR).
Após o declínio destes dois ciclos, as empresas migraram para o atendimento ao mercado de turismo Argentino, que impulsionado por fatores de câmbio favorável e políticas de convergência comercial com Brasil, criaram o chamado “boom” argentino, em que Foz do Iguaçu e o litoral de Santa Catarina colheram os melhores e mais siguinificativos resultados em quase uma década.
Estes ciclos, tiveram no período de 1997 a 2000 o reforço da boa performance do destino Iguaçu na captação de eventos, denotamente pelo direcionamento e reequipa mento dos maiores hotéis para o atendimento desta demanda e pelo incentivo do órgão oficial de turismo da época, a FOZTUR.
Após os acontecidos de 11 de setembro de 2001 em Nova York, houve uma queda significativa do movimento turístico, ocorrida em função da conjugação da redução global das viagens e dificuldades das companhias aéreas e de transporte e da crise econômica da Argentina.
O destino Iguaçu passou por dois anos de aguda redução de movimento e com principal pano de fundo a redução da margem de operação econômica das tarifas praticadas. A alta inadimplência dos operadores turísticos da Argentina, com um default até esta data ainda não dimensionado, fez com que houvesse uma redução estimada de mais de vinte por cento dos postos de trabalho fixos e temporários no biênio 2001/2002, segundo o NPHI - Núcleo de Pesquisas da ABIH Oeste PR.
Outro fato importante a ressaltar para o entendimento da redução do fluxo turístico, é a redução da oferta de assentos aéreos para Foz do Iguaçu e a inversão do fluxo de eventos, que neste período estavam direcionados ao nordeste e outros destinos do Brasil, em movimento característico do segmento.
A partir do segundo semestre de 2003, percebeu-se uma retomada do fluxo turístico, ancorado pela melhoria da economia da Argentina, que tem como impacto imediato a oxigenação o fluxo turístico dos hotéis até quatro estrelas.
Este fato, conjugado a um retorno do chamado turismo regional (clientes que residem até um dia de viagem de Foz do Iguaçu), que teve como impulso o alto custo das viagens de larga distância e a dois anos de recuperação econômica através das ótimas safras e alto valor de mercado da soja.
Esta retomada do fluxo turístico e conseqüente incremento dos postos de trabalho esta centrada na especialização e segmentação de mercado, o que reforça a necessidade da capacitação e o foco na questão operacional e de gestão voltada ao resultado.
Este é um fato já percebido dentro dos corpos discentes (alunos) dos cursos superiores da região, onde ocorreram diversos casos de ascensão profissional dentro das empresas, e de contratações para altos cargos de gerência, de alunos concluintes e cursantes, demonstrando duas características da demanda: a busca de profissionais com habilidades relacionadas e orientadas para atendimento a demanda de mercado – especialização e a recomposição das posições ou postos de trabalho e de gestão por profissionais que aliem a questão do perfil de habilidades com a formação.
Os estágios realizados permitiram também aos empresários medir e sentir as possibilidades e o potencial dos egressos dos cursos. Este fato pode ser comprovado pelo alto número de convênios formais e a constante demanda por estágios que se configuram em empregos efetivos, marcadamente nos hotéis de rede e de nível quatro0 e cinco estrelas.
Há um momento novo sendo identificado, onde a retomada do fluxo turístico esta motivando o setor a se requalificar e recompor seus produtos, visando esta demanda que vem mais sustentada e com novas exigências, possibilitando até mesmo a recomposição do teto das tarifas praticadas, mas somente com a reciclagem dos produtos e serviços oferecidos.
Este é o desafio, pois esta reciclagem não passa somente pela substituição dos televisores e carpetes, mas pelo fator humano e pela visão de que o consumidor aspira outros produtos, onde cama e TV não são um fim em si mesmo.
Luiz A. Rolim de Moura, M.Eng. Presidente do Sindicato de Hotéis de Foz do Iguaçu Vice Presidente da ABIH PR - Regional Oeste Docente de Cursos Superiores de Hotelaria e Turismo. www.rolim.net
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