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Poluição do Ar
Poluição do Ar - O perigo do efeito estufa - Por EWANDRO MARCOS F. MENDES
Autor ewandro 20/05/2004

Índice

» Poluição do Ar - O ...

Poluição do Ar
O perigo do efeito estufa


A omissão no combate à enorme quantidade de gás carbônico produzida pelo homem permite o aumento da temperatura do planeta e ameaça a vida como a conhecemos.

Neoliberalismo, globalização, crash nas bolsas, dólar, Guerra do Iraque, Morros do Rio de Janeiro, Tabela do Imposto de Renda, Dolares na Suíça... E ainda ter que se preocupar com efeito estufa?!

Não basta a ameaça de desemprego, de sobrar mês no fim do salário, de ser pego pelo novo código de trânsito e chegar em casa e ver o teu time perder?
E, o mundo é mesmo cruel. Um inferno! E, segundo dizem, está esquentando cada vez mais. Mas vamos manter a calma, que ele (esse mundinho cão) dá muitas voltas.

Os poderosos que comandam a destruição de hoje passam e a vida há de continuar. Quando se alerta para os riscos relacionados ao efeito estufa, a preocupação é com a possibilidade de que ele venha a se intensificar por conta do que a gente anda fazendo por aqui.

Nosso maior pecado talvez seja o de escolhermos mal as pessoas a quem confiamos o poder, pois são elas que acabam dando as cartas sobre os destinos da humanidade.

O aquecimento global, por exemplo, é um problema provocado, em grande parte pela ação ou omissão dos governantes, no nosso caso, especialmente, cujo governo faz pose de estadista na hora de respaldar as ações militares dos EUA, mas que se furta em barrar a invasão da Amazônia por madeireiros e exploradores incendiários, permitindo assim a destruição de nossa floresta.
O gás carbônico e outros poluentes, quando em grande quantidade, acabam formando um filtro na atmosfera. Durante o dia, a Terra é aquecida pelo Sol e à noite perde calor armazenado, tendo por conseqüência uma redução de temperatura.

Entretanto, com a camada de poluentes presente, o calor fica retido na Terra, provocando um aumento na temperatura média. A esse fenômeno, dá-se o nome de EFEITO ESTUFA.

Cerca de 75% do gás carbônico liberado na atmosfera são produzidos por automóveis e indústrias, e queima de florestas tropicais em países como o Brasil são também um componente importante.

As florestas são ecossistemas em que o consumo e a produção de CO2 se eqüivalem. As queimadas, pela combustão de biomassa, podem elevar o lançamento de CO2 e a destruição de florestas tropicais pode acarretar graves alterações climáticas, já que o fenômeno de evapotranspiração regula o clima mundial.

Conferência - representantes de 170 países se reuniram em Kioto, no Japão, para tentarem um acordo quanto ao corte a ser promovido nas emissões de gases estufas.

Os EUA, responsável por um quarto da emissão de CO2, chegaram ao encontro com a proposta de que os níveis atuais fossem apenas estabilizados até 2012. Ao final do encontro, ficou acertado que o corte a ser feito pelo Tio Sam deverá atingir 7% até 2008. No mesmo período, o Japão deverá reduzirem 5% suas emissões e os países da União Européia, 8%. Ao Brasil coube um corte de 1%, objetivo que poderia ser atingido, em grande parte, com as punições às queimadas, conforme previsto inicialmente na lei ambiental.


A concentração excessiva de gases é nociva

A Atmosfera é constituída de gases que permitem a passagem da radiação solar e absorvem grande parte do calor ( a radiação infravermelha térmica) emitido pela superfície aquecida da Terra.

Graças a essa propriedade, conhecida como EFEITO ESTUFA, a temperatura média do planeta mantém-se em cerca de 15ºC.

Sem o efeito estufa, a temperatura média da Terra seria de 18ºC abaixo de zero, o que significa que ele é responsável por um aquecimento de 33%. Portanto, é benéfico ao planeta, pois cria condições para a existência de vida.

O problema está na intensificação desse aquecimento. A maioria dos cientistas envolvidos em pesquisas climáticas está convencida de que as atividades humanas contribuem para isso. Acredita-se que a temperatura pode subir de 1,5ºC e 4,5ºC em cinqüenta anos.

Do ponto de vista da física, quanto maior for a concentração de gases na atmosfera, maior será o aprisionamento do calor e, consequentemente, mais alta a temperatura.


Países buscam novo plano para impedir aquecimento global

Tratado de Kyoto, de 1997, o acordo sofreu um revés depois que o presidente norte-americano George W. Bush anunciou a retirada dos Estados Unidos, afirmando que o pacto ambiental acarretaria prejuízos para a economia de seu país e ainda sobrecarregaria de forma injusta os países desenvolvidos. De acordo com as novas propostas, as nações industrializadas poderão usar florestas e fazendas como "bacias" para absorver as emissões de dióxido de carbono produzidas pela atividade humana.

O assunto causou certa controvérsia durante as últimas tentativas da ONU para chegar a um acordo sobre os detalhes da redução das emissões de gases de efeito estufa.
A Comissão Européia elogiou a iniciativa do ministro holandês do Meio Ambiente, Jan Pronk, afirmando que o acordo de Kyoto teve completo apoio dos países pelos quais passou nos últimos dias durante um giro diplomático pela Rússia, Ásia e Oriente Médio. O Tratado de Kyoto determina que os países industrializados reduzam até 2012 as emissões de dióxido de carbono em uma média de 5,2 por cento abaixo dos índices de 1990.

Os Estados Unidos são os maiores emissores de gases de efeito estufa, responsável pelo aumento do buraco na camada de ozônio da Terra.
O presidente Bush apontou que o protocolo de Kyoto era injusto pois não exigia reduções nas emissões de países em desenvolvimento como a China, que vem se tornando rapidamente um dois maiores emissores de dióxido de carbono.
As novas propostas também incluem penalidades para os países que não cumprirem suas metas de emissões e a inclusão de países não industrializados como membros de agências de monitoração.


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