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RESÍDUOS: “É
PRECISO INVERTER A PIRÂMIDE – REDUZIR A GERAÇÃO”!
Lauro Charlet Pereira
Embrapa Meio Ambiente-SP
Doutor em Planejamento Ambiental - UNICAMP/SP
Pesquisador da Embrapa Meio Ambiente
Marta Regina Lopes Tocchetto
Universidade Federal de Santa Maria - RS
Doutoranda em Eng. de Minas, Metalúrgica e dos Materiais – UFRGS
Profa. Universidade Federal de Santa Maria (RS)
Se observarmos as diversas estatísticas,
com relação a disposição dos resíduos sólidos,
nos deparamos com uma situação alarmante, visto que 75% das
cidades brasileiras dispõem seus resíduos sólidos em
lixões. Esta situação trás diversos comprometimentos
ao meio ambiente e à saúde da população. Podemos
citar problemas como: surgimento de focos de vetores transmissores de doenças,
mau cheiro, possíveis contaminação do solo e corpos d’água,
além da inevitável destruição da paisagem urbana
das cidades, principalmente.
Como agravante, deve ser mencionada a presença de catadores nestes
locais colocando em risco, não apenas a sua integridade física
e de saúde, mas também submetendo-se à uma condição
de marginalidade social e econômica, que muitas vezes se confunde com
o próprio conceito de lixo, situação esta que deve ser
repudiada e melhor administrada pelos governantes.
Diante destes fatos é fundamental que governo e sociedade assumam novas
atitudes, visando gerenciar de modo mais adequado a grande quantidade e diversidade
de resíduos que são produzidos diariamente nas empresas e residências.
Portanto, é preciso inverter a pirâmide, o que significa colocar
em prática a desejável política dos “3 Rs”
(Reduzir, Reusar e Reciclar) e não continuar produzindo e gerando mais
resíduos, deixando que “alguém”assuma a responsabilidade
de tratar e dispor adequadamente.
Para isso, é preciso modificar atitudes, por exemplo: usar o papel
dos dois lados ; imprimir somente o que é necessário ; otimizar
o tamanho do papel ao real espaço da mensagem ; usar embalagens recicláveis
(papel ou papelão) ; adotar práticas de reciclagem e reuso,
como levar sacolas para as compras em vez de sempre usar embalagens novas
; separar resíduos “sujos” de resíduos “limpos”
que impedem ou dificultam a reciclagem ; utilizar frutas e legumes com cascas
ou incorporá-las ao solo ; separar resíduos perigosos, como
pilhas, lâmpadas, medicamentos, material de limpeza, tinta de cabelo
e outros produtos químicos igualmente danosos ao meio ambiente e à
saúde humana.
Todas estas práticas não só reduzirão o volume
de resíduos gerados diariamente, mas também permitirão
o exercício de reuso, culminando num melhor gerenciamento dos resíduos.
São atitudes simples e viáveis que poderemos incorporar cada
vez mais, a fim de proteger o ar, o solo e a água, trazendo como conseqüência
melhores condições de saúde humana, qualidade de vida
e saúde ambiental.
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